Em meio a muitos sorrisos e olhares eu encontrei você, e se não foi o destino o que foi então? O tempo te colocou na minha frente na hora exata, talvez no meu relógio. No seu, o tempo foi cruel e te jogou pra bem longe de mim. Aquela noite eu coloquei meus fones, a minha música favorita e pensei em como estar perto não é aproveitar cada segundo. Como eu deveria ter feito mais, ter dito mais, ter te tocado mais. Eu sou clichê mesmo, quem quiser que reclame quantas vezes quiser, isso nunca vai mudar. Essa sou eu, isso faz parte de mim.

Que coisa mais chata ficar falando de uma pessoa só, uma pessoa que, aos olhos de muitos, não foi o que deveria ser pra mim. Como se tivessem que escolher por mim, sentir por mim. Mas só eu sei o quanto significou, o quanto me despedaçou e só eu posso falar o quanto fui feliz ou o quanto eu abracei aquele maldito travesseiro na esperança de conseguir dormir sem você.

Julgamentos, inúmeros! E nossa, como isso é insuportável. Ninguém sabe nada de ninguém, apenas tiram conclusões do que veem sem nem ao menos imaginar o que realmente se passa. Sou extremamente grata a todos os momentos, eles que me fizeram sorrir tão forte que chegava a doer as bochechas e aqueles que me sufocavam de tanto chorar.

Eu cresci, evolui e isso ainda acontece constantemente. Eu aprendi a dar valor pra mim mesma e a me amar da maneira que eu sou. Não precisei ser traída e nem abandonada, bastou amar você da maneira que amei.

Você tá tão longe que parece que tá perto ainda. No cheiro de fim de tarde quando eu ia te encontrar, na minha playlist, nas fotos daquela caixinha de bolinha no fundo do meu guarda-roupa e nos pensamentos, que quando eu menos espero… me invadem de uma maneira inexplicável e tomam conta de tudo.

Ninguém sabe a sua maneira estranha de dormir, não sabe o sabor do seu salgadinho preferido, da frescura pra comer carne, do mal humor logo quando acorda com o cabelo todo bagunçado com aquela cara linda de quem tinha tudo só quando olhava pra mim. Muitas coisas tomam rumos diferentes, muitas coisas vêm e vão. Muitos medos são superado e outros nascem logo em seguida.

Mesmo com essa sensação de não ter feito muito, de não ter abraçado suficiente eu ainda imagino como tudo poderia ter sido diferente, encontro justificativas criadas por mim mesma, pra encontrar alguma falha, alguma brecha, algum porquê de muitas coisas. Nunca sabemos quando vai ser último toque, o último cheiro ou o último olhar. Aprendemos a valorizar casa segundo, quando sentimos falta dele.

Desde então, aprendi que o valor está no agora, no “vamos”, no bom dia às 5;40 da manhã quando você vai trabalhar, mas antes, mesmo atrasado, recebe aquela mensagem que muda o seu dia.

Elogia a si mesmo, viva o agora… o amanhã? Ele até pode ser bom, mas na dúvida, diz o que sente. Eu fiz o possível e mesmo assim não fui suficiente. Os dias passam e a realidade assusta, mas assim como o meu medo de palhaços, eu fecho os olhos e deixo passar para abri-los só quando não tiver mais nada ali. Acalma o coração, escuta uma música animada. Sorria. O dia ainda não terminou.

Naquela noite eu me arrumei, coloquei a minha melhor roupa, passei o meu batom vermelho, comecei a me arrumar bem mais cedo pra não deixar nada passar, cuidei de todos os detalhes enquanto a sua cabeça baixa me colocou a pensar.

A falta de resposta dizia tudo.

Então chegamos ao famoso fim.

 

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Recebi esse texto de uma anônima que preferiu não se identificar.

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