Todos nós seres humanos, concebidos entre a transição do século XX para o século XXI, vivemos o momento mais feliz e tranquilo das nossas vidas, a infância. Não nos preocupamos com nada, nossos pais nos alimentam, nos levam para passear, brincamos com nossos amigos e, o melhor de tudo, não nos preocupamos com nada.

Porém, nem tudo é perfeito. Essa fase passa, começamos a crescer, mudanças acontecem (fisicamente, psicologicamente e emocionalmente). É a tal transição da infância para a vida adulta, chamada de adolescência. Essa é a fase mais difícil da nossa vida. É o momento de crescer. É nesse momento da vida em que acontecem as primeiras descobertas como, o primeiro beijo, o primeiro sexo, o primeiro porre, a primeira balada e, para muitos, o primeiro emprego. Junto com toda a curtição da adolescência, começam as primeiras responsabilidades. Com o primeiro beijo vem a responsabilidade do primeiro relacionamento, que não chamo de namoro, mas sim o fato de se relacionar com alguém de uma maneira mais íntima onde o ciúmes, o carinho e a paixão são sentimentos presentes. Com o primeiro sexo, vem a responsabilidade de cuidar do próprio corpo, de se conhecer melhor, de ter filhos ou não. Com o primeiro porre, a consequência que mais fica na cabeça, a famosa ressaca (risos). Com a primeira balada, a responsabilidade de chegar bem em casa e não preocupar os pais para poder sair novamente no próximo fim de semana. E com o primeiro emprego, a responsabilidade de pagar as primeiras contas (seja a do celular, das lojas de roupa ou até mesmo a do bar).

Tudo isso, na verdade, serve como preparação para a vida adulta e, especificamente, na fase dos vinte anos. E, é nessa fase que eu gostaria de chegar.

Infelizmente, não nos damos conta que as fases anteriores eram um grande ensinamento. Eu chamaria de ritual de passagem. Não nos damos conta de que todas as nossas atitudes geram consequências. Por exemplo, ao tomar um porre, consequentemente virá a ressaca. Por tanto, é nessa fase que comentemos os piores erros da nossa vida! Ouso dizer isso, porque vejo pessoas nessa idade, cometer os mesmos erros repetidamente. Seja em relacionamentos com os pais, com namorados e namoradas, seja no trabalho e até com os próprios filhos. Uma geração que se martiriza por não receber uma mensagem de bom dia, que se martiriza por não receber um “like” do “crush”, que se martiriza por uma bronca do chefe e que se martiriza com o desencontro de opiniões com os pais. Isso acontece justamente por não compreender as consequências que determinadas atitudes trazem consigo. Será que se entendêssemos e se refletíssemos sobre atitudes e consequências e se houvéssemos, de fato, aprendido mais com as experiências da adolescência, nossas relações poderiam estar melhores? Sim, poderiam. Mas também precisamos compreender que tudo isso faz parte do amadurecimento. Então, que tal refletirmos mais sobre nossas atitudes e consequências, afim de melhorar nossas relações?

Outro fato sobre os vinte e poucos anos, é que trabalhamos como nunca, estudamos como sempre e, na mesma intensidade, queremos nos divertir. Mas, aos vinte e poucos, a diversão se torna mais seletiva. Ficar horas dançando na balada não é mais tão atraente quanto aquela pouco confortável cadeira do barzinho. Beijar três pessoas que você nunca viu na vida, no mesmo rolê, não é tão significativo quanto beijar uma pessoa que passou a noite tendo uma conversa agradável. Contar vantagem porque está ficando com três ao mesmo tempo, nem se compara com a vantagem de ficar com alguém que o beijo encaixa, a conversa flui, o respeito é mútuo e o sexo às vezes é selvagem e às vezes carinhoso. Entretanto, nem tudo são flores. Juntamente com as responsabilidades, vêm as preocupações, os prazos dos trabalhos da faculdade, as demandas do trabalho e as frustrações amorosas.

É um pacote indissociável. Junto com a felicidade vêm a frustração. E a grande frustração nesse período tão intenso, é de não conseguir aquilo que tanto almejamos. Fomos criados em um contexto em que, até os trinta anos, devemos estar casando, com filhos, trabalhando em um emprego estável e com um carro zero quilômetro na garagem. Chegar aos trinta e não estar nem namorando? Absurdo! Vai ficar para titio ou titia. E o pior de tudo, é achar que após o casamento (com a noiva vestida de branco, véu e grinalda), a felicidade reinará para sempre (tsc). Tudo exatamente como acontece nas novelas das nove horas na Rede Globo. Pura utopia! Aliás, por causa disso e de outras coisas não assisto essas novelas. Sei que pareço chato, mas na verdade sou realista. Claro que quero alcançar meus objetivos na vida, mas além das responsabilidades durante esse vinte e poucos anos (que já mencionei anteriormente), não quero carregar esse peso de ter a “vida perfeita” igual a da novela. Mas, parando pra pensar, ter essa visão crítica é típica dos vinte e poucos anos. É nesse momento que realmente começamos a nos importar menos com o que a sociedade pensa à nossa volta. É nesse momento que percebemos que a realidade não é como a da novela. Que a vida não será feliz para sempre após o casamento na “igreja católica”. Que a vida será perfeita para você, porque, na realidade, ela foi vivida por você mesmo. E por mais erros que possamos cometer, vamos aprendendo e, mais do que isso, vivendo.

Estou no auge dos meus vinte e poucos anos e essa é minha (breve) visão sobre ela. Amanhã, pode ser que ela mude, ou não. Não sei. Mas, o que vem depois dos vinte? Isso eu também não sei. E, cá entre nós, não quero nem saber. Apesar de toda essa intensidade nessa faixa etária, são os vinte e poucos anos a fase mais gostosa da vida.

E você? Concorda? O que acha? Que tal refletirmos mais sobre esse momento da vida?

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Esse texto foi escrito pelo Henrique Maas, quem quiser conhecê-lo melhor é só mandar uma mensagem pelo Facebook dele.

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